Miguel Timponi

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Miguel Timponi foi um homem que conduziu sua vida numa conduta de retidão e dignidade

Miguel Timponi nasceu em 24 de julho de 1893, em Juiz de Fora (MG). Filho de Pedro Timponi e Thereza Spinelli Timponi, ambos italianos, foi educado na religião católica.

Iniciou seus estudos em escola pública e concluiu o ensino médio com brilhantismo em colégio de orientação protestante. Foi excelente aluno, tendo conquistado a medalha de ouro J. C. Reis, considerada importante nos cursos de oratória.

Casou-se em 1918 com Carmelinda Silva Timponi, com quem teve seis filhos. Escolheu a advocacia como profissão e, quando formado, tornouse criminalista. Em 1924, radicou-se no Rio de Janeiro, dedicando-se mais às causas cíveis.

Miguel Timponi pautou sua vida numa conduta de honradez e dignidade e, pronto a sacrificar-se por um ideal, deixou, algumas vezes, de usufruir vantagens financeiras e sociais.

Ardoroso político, Miguel Timponi, idealista e honesto, foi Secretário do Interior e Segurança ao tempo do prefeito Pedro Ernesto, em 1935

Organizou a Seção do Partido Republicano, no Rio de Janeiro, afastando-se em seguida, desiludido; e, logo depois, por insistência de amigos, a Seção do Partido Social Progressista, também no Rio de Janeiro. Pouco depois abandonava a política em definitivo.

Foi um dos fundadores da Ordem dos Advogados do Brasil e seu primeiro presidente.

Em outra etapa de sua vida, o Dr. Miguel Timponi aceitou “O caso Humberto de Campos”, como advogado da Federação Espírita Brasileira e de Francisco Cândido Xavier, para contestar a ação impetrada pela família do escritor desencarnado, que pretendia os direitos autorais da obra literária produzida pela mediunidade de Chico Xavier, recebida do Espírito Humberto de Campos.

Para esse trabalho, contou com o auxílio de vários colaboradores, todos eles mencionados por Wantuil de Freitas em “Duas palavras”, apresentação desta obra.

A Ação Declaratória foi julgada improcedente e o Dr. Timponi obteve brilhante vitória jurídica.

O processo, que continha muitos argumentos e citações, transformou-se na presente obra.

Em 1927, desencarnou sua esposa, aos 29 anos, deixando-lhe os seis filhos: a mais velha com 8 anos e o caçula com menos de 1 ano de idade.

Alguns meses depois de viúvo, começou a ler obras espíritas, chegando a declarar que encontrara naqueles livros o consolo que buscava

As novas amizades que granjeara com “O Caso Humberto de Campos” levaram-no ao contato com importantes figuras do Movimento Espírita e, inclusive, a colaborar com a Revista Reformador.

Interessou-se pelo magnetismo, estudando-o profundamente e realizando várias experiências

Dedicou-se com ardor ao trabalho e recebeu instruções do Espírito Ismael Souto. Lançou o livro Magnetismo Espiritual, publicado pela Federação Espírita Brasileira, mas com o pseudônimo Michaelus.

Timponi interessou-se pelo Esperanto e, conhecendo Ismael Braga, passou a estudar a Língua Internacional, tornando-se sócio da “Universala Esperanto Associa”, além de membro da Liga Brasileira de Esperanto.

Desencarnou aos 70 anos, no dia 13 de fevereiro de 1964, em Belo Horizonte, para onde se transferira aos 60 anos, quando encerrou suas atividades profissionais. Atendendo a sua vontade, seu corpo foi transportado para o Rio de Janeiro e sepultado em jazigo perpétuo no Cemitério São João Batista. Miguel Timponi teve uma vida voltada para o Bem. Que o seu exemplo sirva aos desejosos de progresso na busca da perfeição espiritual.

Fonte: TIMPONI, Miguel. A psicografia ante os tribunais.

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